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Regulação emocional não é controlar o que sentes: é saber o que fazer com isso

Se já leste sobre regulação emocional, é provável que tenhas associado a ideia a “manter a calma” ou “não reagir”, mas há uma diferença importante entre controlar emoções e regular emoções – e confundi-las pode aumentar ainda mais a tensão interna.

 

Controlo emocional não é regulação emocional

Controlar emoções implica tentar suprimir, esconder ou forçar um estado interno. É não poderes sentir, teres de estar bem, não poderes reagir.

Regulação emocional é outra coisa: é reconhecer o que estás a sentir, aceitar que essa emoção existe e escolher como responder.
Não se trata de eliminar o desconforto, mas ganhar espaço interno

É uma diferença subtil, mas que transforma tudo.

 

Porque tentar “não sentir” aumenta a tensão?

Quando tentas não sentir, o corpo continua a sentir. Além disso, a emoção não desaparece, mas acumula-se:

– Raiva reprimida transforma-se em irritabilidade constante
– Tristeza ignorada vira cansaço
Ansiedade abafada aparece como tensão muscular ou dificuldade em dormir

A regulação emocional começa por permitires que o teu corpo participe no processo.

 

O papel do corpo na regulação emocional

No método Transformar OS, falamos de energia corporal como um dos eixos centrais.
O sistema nervoso é o primeiro a reagir, antes da consciência, antes da decisão racional.

Se o corpo está em alerta, não adianta repetir frases positivas.
Se estás em saturação, não adianta forçar produtividade.
Se estás em desligamento, a exigência não vai resolver nada.

Regular emoções passa por reconhecer o estado fisiológico em que estás.

 

Três estados comuns do dia a dia:

1. Alerta
Coração acelerado, pensamentos rápidos, irritabilidade.
O corpo está preparado para lutar ou fugir.

2. Saturação
Cansaço, impaciência, sensação de sobrecarga.
Já fizeste demasiado, sem pausas.

3. Desligamento
Falta de energia, apatia, procrastinação.
O sistema nervoso entrou em modo de poupança.

Regulação emocional é perceber em que estado estás e ajustar a resposta a partir daí.

 

Responder em vez de reagir

Reagir é automático, responder exige margem.

Entre o estímulo e a resposta existe um espaço, e a regulação emocional faz com que esse espaço aumente. Na prática, pode significar:

– Respirar antes de falar
– Sair da conversa e voltar mais tarde
– Admitir que não estás em condições para decidir

Não tem a ver com estarmos sempre calmos, mas termos consciência de onde nos encontramos e do que precisamos no momento.

A regulação emocional não é perfeição, é estares atento a ti.

Quando aprendes a reconhecer o que sentes sem te julgares, começas a transformar, não a emoção, mas a tua relação com ela.

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