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Ocupado vs. produtivo: a cultura do burnout

O “estar sempre disponível” e trabalhar muito além do que deveria não se traduz em mais produtividade. Pelo contrário, traduz-se em noites mal dormidas, cansaço físico e emocional e uma constante sensação de sobrecarga.

Por mais irónico que pareça, viver para trabalhar afeta a vida profissional. Mas não só: também a saúde e a vida pessoal são afetadas por este estado constante de “fazer coisas”. É importante que cada pessoa conheça o seu limite e se proteja. Por outro lado, é fundamental que as organizações promovam boas práticas laborais.

Estar ocupado e ser produtivo: quais as diferenças?

 

Estar muito ocupado é trabalhar constantemente acima do limite desejável. É estar em constante esforço, é trabalhar sem margem de manobra e não conseguir fazer uma gestão eficaz do tempo disponível, acabando por sacrificar outras áreas da sua vida.

Ser produtivo é conseguir gerir o tempo da melhor forma possível, com foco nos resultados, sem esquecer as pausas e o descanso. Este equilíbrio nem sempre é fácil e varia de pessoa para pessoa.

Claro que pode ser uma pessoa ocupada e produtiva ao mesmo tempo. Estes dois conceitos não se anulam nem são estáticos. No entanto, focar-se mais em ser produtivo e menos em estar sempre ocupado vai traduzir-se num desempenho profissional mais sustentável, sem pôr em risco a sua saúde ou vida pessoal.

Queremos dar mais e mais, sem perceber que, sem repor os níveis de autocuidado, o organismo não tem onde ir buscar mais energia.

A cultura do burnout

O burnout caracteriza-se por um estado de exaustão profunda, com graves consequências para a saúde física e mental.

Seja pelas dinâmicas laborais, ou por uma exigência pessoal, muitas vezes, somos levados a mostrar altos níveis de desempenho profissional. Queremos estar sempre disponíveis e a fazer coisas. Em muitas organizações, este é o “estado normal”. Um estado que leva a noites mal dormidas, má alimentação, cansaço extremo e vida pessoal quase inexistente.

No entanto, muitas vezes, isto é visto com bons olhos, é sinal de que está de facto a 100% naquele projeto, de tal forma que nem dorme nem tem vida social. Um bom exemplo!

Queremos dar mais e mais, sem perceber que, sem repor os níveis de autocuidado (como o sono, a alimentação ou contacto social), o organismo não tem onde ir buscar mais energia, mais foco, mais produtividade. É um balão que vai esvaziando sem darmos conta. Mas esta é a cultura que é vivida em muitas empresas, que não percebem que pessoas felizes e com o sono em dia são muito mais produtivas.

Razões que levam ao burnout

 

Como já vimos num artigo anterior, dedicado a este tema, existem várias razões que podem estar ligadas à própria organização ou a fatores pessoais. Uma elevada competitividade, má gestão da organização ou perfecionismo são algumas das razões que podem levar ao burnout.

Como consequência, vão aparecendo alguns sinais de alerta, que variam de pessoa para pessoa. Alterações do sono, apatia, aumento da ansiedade, maior reatividade ou isolamento são alguns sinais que podem indicar um quadro de burnout e aos quais deve estar atento.

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Como passar a ser mais produtivo e menos ocupado?

 

Antes de mais, é necessário parar e passar a pente fino todas as suas tarefas. Isto pode não ser muito fácil de fazer, pois quando estamos demasiado absorvidos no “modo fazer”, nem sempre é fácil ter disponibilidade mental para fazer esta análise sem olhar para ela como uma perca de tempo. No entanto, ela pode ser muito útil, então, vale a pena tentar.

Procure também valorizar mais o seu tempo e as suas competências. Ao fazer isto, será mais fácil deixar de olhar para todas as tarefas que lhe pedem como urgentes e fazer uma melhor gestão das prioridades. Existem tarefas urgentes que não são importantes, bem como tarefas importantes que não são urgentes. Clarificar isto é fundamental para melhor gerir o fluxo de trabalho. Pode ser necessário recusar tarefas que fogem às suas responsabilidades ou que claramente são impossíveis de cumprir. É importante ser flexível, mas também realista.

Por fim, nada disto se consegue sem um descanso de qualidade, uma boa alimentação, tempo para si, tempo para a família e amigos. Bem-estar e produtividade andam de mãos dadas. Se não estiver bem, não vai ser produtivo, pelo menos, não sem pôr em causa a sua saúde.

Cuide de si, entenda quais as suas necessidades e reponha os seus níveis de autocuidado sempre que necessário, da melhor forma que conseguir. Para uma vida mais produtiva e com mais bem-estar.

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